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22 de Outubro de 2019

O direito fundamental ao trabalho

Pedreiro profissionalizado na Suíça pode ganhar até R $ 24.000,00

Andre Candido Almeida, Advogado
Publicado por Andre Candido Almeida
há 3 meses


O Brasil colônia e imperial tinha aversão ao trabalho manual. Era tido como uma atividade profissional de desprestígio. Quem desempenhava algum ofício que havia de manusear ferramentas, havia um carregador de malas. Havia uma notória distinção social entre trabalho manual e intelectual, que separava pobres e ricos em classes. Ainda é assim hoje, embora a nossa constituição vede a discriminação entre atividades laborais. Somos o eterno país dos bacharéis, cujo atraso econômico é lamentável.

Ademais há parceria entre empresas (captação de recursos) e o governo (ensino público) com um único objetivo de formar mão de obra qualificada para aqueles que não tiveram nota para ir para uma universidade.

Ao invés de ficarmos discutindo qual o curso que realizará os nossos sonhos mais significativos, tenham em mente que o grande problema brasileiro é estrutural e econômico. Enquanto não resolvermos este problema de base, qualquer profissional no país estará fadado ao fracasso, seja de curso superior ou técnico. O problema fiscal agravado pela corrupção e pela ineficiência da aplicação dos recursos públicos determina o ânimo selvagem do capitalista de investir ou não na oferta de bens e serviços. Ademais, muitos empresários só apostam no investimento se o governo estimular a demanda, gerando emprego e renda através do investimento público em infraestrutura. Estamos na encruzilhada da história econômica brasileira.

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